sexta-feira, 14 de maio de 2010

COMO POSSO ME CALAR?

Perfeito,

Objetivo alcançado.

Recebi diversos emeios sobre a postagem da NOVA POLÍTICA.

De diversas partes do país. Incrível esta internet.

Selecionei duas, até o momento.

A primeira vem de Aracajú (SE).

Vou reproduzi-la primeiro pois foi enviada pela participação no blog. Portanto autorizada.

Ela esta perfeita.

A segunda ainda estou aguardando a autorização do autor para postar com seu nome.

Se demorar, posto anônimo. Mas também está ótima.

Vamos nos delíciar? Vem de um da União Nacional dos Estudantes.

Administro com muita cautela essa “nova política” que tanto tem nos congelado a espinha, que de velha não tem nada e nos demanda muita virtù, como diria Maquiavel em ‘O Príncipe’. A tese do último congresso nacional do nosso partido faz límpidas referências à relevância desse “novo momento”, a concepção dessas estratégias políticas é algo, de fato, extraordinário, muito desenvolvido, ao ponto de suscitar muitas incompreensões, inclusive de militantes tradicionais e emotivos por demasia, daqueles que se expressam com o coração à boca. Não que estejamos virando as costas ao nosso passado e desdenhando da nossa irrepreensível ideologia, mas, acredito precipitadamente, que esta nova conjuntura é o adubo pra nossa proliferação.

O problema é que esses conceitos são tão desenvolvidos e tão minuciosos que nos é necessário mais embasamento e condicionamento do que significa isso e de como fazê-lo. Estou incauto, pois a princípio, nos é paradoxal o uso de instrumentos e mecanismos capitalistas pra vencer o capitalismo em longo prazo.

Penso que nossa representatividade se não assar bem esses novos alimentos, corre o risco de contaminar-nos, e aí assim, teríamos que jogar fora toda nossa safra. Tenho visto pelo país alguns exemplos mal sucedidos dessas práticas, alguns que se deixaram contaminar e se viciaram, outros que passaram a perseguir os próprios correligionários por suas “incompreensões” e outros que já estão preconizando e educando distorcidamente nossos pares (sem generalizar e excetuando os bem sucedidos que ainda estão em curso). Enquanto isso, eles (os peçonhentos neoliberais) continuam tentando assegurar os seus interesses, continuam providos dos mesmos mecanismos, mas é evidente que eles têm ciência do que está se passando, afinal são séculos de exploração e o empirismo lhes deve trazer alguma experiência, a grande dúvida é quem de nós é que está sendo usado, quem é o instrumento dessa história? Minha fé é que estejam apenas exprimindo as últimas gotículas enquanto o tempo é hábil.

Sobre o assunto.

Aqui em Aracaju, nossa capital comunista, tive a infelicidade de nos ver dividir o mesmo palanque com Albano Franco (PSDB e ex senador várias vezes, governador e deputado) que é oriundo da ARENA, que tanto nos perseguiu e nos torturou na ditadura, inclusive muitos comunistas daqui de Sergipe foram exilados, presos e mortos a mando deste cidadão. O PSDB compôs o nosso governo municipal após a vitória nas urnas e o supracitado cidadão foi cortês e distribuiu sorrisos até onde lhe foi conveniente, hoje nós vemos os preciosos minutos de sua TV (Globo em Sergipe) e as páginas de seus jornais impressos vomitando maldizeres da prefeitura (ah claro! ele anunciou coligação com o DEM nessa próxima eleição).É mesmo um ecossistema complexo! Enquanto ele tenta assegurar o seu continuísmo político, Aracaju vai se sustentando com o título de cidade com a melhor qualidade de vida do país, as praças estão sendo construídas, ruas calçadas, saneamento chegando às fronteiras, conjuntos habitacionais se multiplicando, saúde educação chegando a uma população explorada... Nacionalmente, criaríamos PROUNIs, REUNIs? Investiríamos tanto em educação, conscientização? Existiriam as Bolsas Família, os financiamentos habitacionais, microempresariais? As classes mais pauperizadas ascenderiam tão rapidamente, teriam, gradativamente, tantas oportunidades? E o Brasil emprestando ao FMI, o superávit do país, a estabilidade inabalada?

Depois de camuflar nossos princípios vem a crise existencial: é horripilante com eles, mas sem eles, até onde poderíamos chegar?

Saudações da União Nacional dos Estudantes à minha terra natal Eunápolis.

Thiago Dhatt


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